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Roubo de cargas em áreas urbanas impulsiona adoção de inteligência e automação na logística

Expansão das operações de última milha e atuação mais sofisticada de quadrilhas elevam demanda por análise de dados e respostas rápidas no transporte de cargas
Por Redacción el 11 de junio de 2026 a las 16h39
Roubo de cargas em áreas urbanas impulsiona adoção de inteligência e automação na logística
Foto: Divulgação
Foto: Divulgación

O avanço da logística urbana e das operações de última milha tem transformado o perfil dos roubos de carga no Brasil e levado empresas do setor a reforçarem investimentos em inteligência operacional, automação e monitoramento em tempo real. Segundo levantamento da NTC&Logística, foram registradas 8.570 ocorrências de roubo de cargas em 2025, com destaque para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, que concentram a maior parte dos casos. Embora o número de ocorrências tenha recuado na comparação anual, a criminalidade ligada ao transporte de cargas continua concentrada nos principais centros urbanos do país.

Além da concentração geográfica, especialistas apontam uma mudança no padrão das ações criminosas. As quadrilhas têm direcionado suas operações para cargas de maior liquidez e rápida comercialização, como medicamentos, alimentos, eletroeletrônicos e mercadorias ligadas ao comércio eletrônico. O cenário acompanha a expansão das entregas fracionadas e da distribuição urbana, que aumentam o número de pontos de parada, reduzem o tempo disponível para reação e ampliam a exposição das operações logísticas.

Para enfrentar esse desafio, transportadoras, operadores logísticos, seguradoras e embarcadores vêm ampliando o uso de ferramentas de análise de dados, integração de sistemas e automação de processos voltados à gestão de riscos.

Segundo Jeder Ribas, diretor executivo da Velox Soluções Técnicas, empresa que atua na gestão operacional de ocorrências ligadas ao transporte rodoviário de cargas, a velocidade na tomada de decisão tornou-se um fator determinante para reduzir impactos operacionais. “As ocorrências urbanas são muito dinâmicas. Muitas vezes, o tempo entre o evento e a tomada de decisão é extremamente curto. Isso exige processos organizados, capacidade de análise rápida e integração das informações para reduzir perdas e apoiar a recuperação de ativos”, afirma.

A necessidade de respostas mais rápidas também tem impulsionado mudanças na forma como as empresas estruturam suas áreas de gestão de ocorrências. O foco deixa de estar apenas na reação ao sinistro e passa a incluir análise preditiva, cruzamento de informações e priorização de ações em tempo real.

“O setor está caminhando para operações cada vez mais conectadas e orientadas por inteligência. A capacidade de transformar dados em ação operacional tornou-se um diferencial importante para lidar com um ambiente de risco mais complexo”, acrescenta Ribas.

A tendência reflete uma transformação mais ampla na gestão da segurança logística, impulsionada pelo crescimento do e-commerce, pela expansão da distribuição urbana e pela necessidade de preservar níveis de serviço em cadeias de abastecimento cada vez mais dinâmicas.

Nesse contexto, empresas especializadas em gestão de ocorrências, recuperação de ativos e pronta resposta vêm ampliando o uso de plataformas digitais e ferramentas analíticas para apoiar operações de transporte rodoviário no Brasil e em outros mercados da América do Sul. O objetivo é aumentar a capacidade de prevenção, reduzir perdas e melhorar a eficiência das respostas diante de um cenário de criminalidade cada vez mais sofisticado.

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