
A Brado, operadora de logística multimodal, alcançou em dezembro um recorde histórico no tratamento fitossanitário de cargas agrícolas e florestais no terminal de Rondonópolis (MT), ao processar 874 contêineres. O volume representa um aumento de 20,4% em relação ao recorde anterior, registrado em outubro, e reflete a expansão da capacidade operacional e ajustes nos fluxos logísticos do terminal.
As operações envolveram principalmente cargas de pluma de algodão, madeira e gergelim, destinadas a mercados internacionais como Índia, Indonésia e Paquistão. O crescimento foi sustentado, entre outros fatores, pela ampliação da área dedicada ao tratamento fitossanitário, que passou a permitir o atendimento simultâneo de até 100 contêineres, frente aos 28 anteriormente disponíveis.
O tratamento fitossanitário é uma etapa necessária para a exportação de produtos agrícolas e florestais, uma vez que assegura a eliminação de pragas e fungos e atende às exigências sanitárias de países importadores. O procedimento é realizado em parceria com empresas especializadas e é determinante para a liberação das cargas e o acesso a mercados externos.
Paralelamente, a Brado promoveu ajustes na movimentação operacional do terminal, com foco na integração entre o tratamento das cargas e a programação ferroviária. A medida contribuiu para o aumento da eficiência no fluxo logístico, reduzindo gargalos e assegurando o cumprimento dos prazos de embarque. Houve também ampliação do portfólio de cargas aptas ao tratamento no terminal, com destaque para a pluma de algodão e para a madeira teca, segmento no qual a empresa concentra parte relevante de suas operações.
Outro fator que contribuiu para o resultado foi a habilitação do terminal de Rondonópolis como Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (REDEX). O processo teve início em julho de 2024 e foi concluído em junho de 2025. Com a certificação, o terminal passou a realizar internamente as etapas de fiscalização e desembaraço aduaneiro das cargas destinadas à exportação, o que ampliou a agilidade operacional e reduziu a dependência de estruturas externas.