
A Sonda, multinacional que atua com serviços de TI e transformação digital, apresentou sua estratégia para apoiar o projeto da Rota Bioceânica, corredor logístico de 2.396 quilômetros que ligará o Oceano Atlântico aos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Brasil, Paraguai e Argentina.
A proposta da companhia é fornecer infraestrutura digital, conectividade de alta capacidade e plataformas inteligentes para apoiar a operação logística do corredor, com foco em segurança viária, integração aduaneira e monitoramento em tempo real.
Segundo a empresa, a estratégia parte da experiência adquirida no projeto da Infovia Digital de Mato Grosso do Sul, desenvolvido em parceria com o governo estadual. A iniciativa implantou cerca de 7 mil quilômetros de rede de fibra óptica no estado, com investimento de R$ 887 milhões, ampliando a conectividade em regiões estratégicas para o avanço da Rota Bioceânica.
A ideia da Sonda é utilizar essa base tecnológica para apoiar sistemas inteligentes de transporte (ITS), aplicações de internet das coisas (IoT), analytics, inteligência artificial, radares inteligentes e monitoramento preditivo ao longo do corredor logístico.
De acordo com a companhia, a integração digital entre os quatro países envolvidos poderá contribuir para automatizar processos aduaneiros, ampliar o compartilhamento de dados em tempo real e reduzir gargalos operacionais nas travessias internacionais.
“Quando falamos da Rota Bioceânica, não estamos tratando apenas de infraestrutura viária, mas da construção de um novo ecossistema digital para a América do Sul”, afirma Luiz Castanha, head de Smart Cities da Sonda. O executivo apresenta a proposta durante o 3º Fórum Centro-Oeste de Segurança Rodoviária, que acontece nos dias 25 e 26 de maio em Campo Grande (MS).
A Rota Bioceânica é considerada um dos principais projetos de integração logística da América do Sul e busca criar uma alternativa terrestre de conexão entre o Centro-Oeste brasileiro e os portos do Pacífico, reduzindo distâncias para exportações destinadas à Ásia.
O governo de Mato Grosso do Sul vem atuando como um dos principais articuladores do projeto, que inclui investimentos em infraestrutura viária e na construção da ponte binacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai.