
A VLI iniciou um pacote de investimentos de cerca de R$ 80 milhões para recapacitar o Terminal Portuário São Luís (TPSL), no Maranhão, com foco em ampliar a eficiência operacional e a capacidade de movimentação de grãos no corredor logístico que liga ferrovia e porto.
As intervenções incluem a ampliação da pera ferroviária e o repotenciamento da linha de embarque, com previsão de conclusão no primeiro trimestre de 2027. Com as melhorias, a capacidade de expedição marítima do terminal deve passar de 3.000 toneladas por hora para até 3.700 t/h, um aumento de aproximadamente 23%.
Já a capacidade de escoamento interno de grãos, que compreende o fluxo entre a chegada pela ferrovia e o embarque no porto, deve crescer de 1.500 t/h para até 2.000 t/h, avanço de cerca de 33%.
Segundo Alessandro Gama, diretor de Planejamento, Engenharia e Tecnologia da VLI, o projeto está alinhado à estratégia de fortalecer a competitividade logística do agronegócio brasileiro. “Esses investimentos atendem ao compromisso da VLI de aumentar a capacidade de movimentação de carga no Porto do Itaqui e reforçam nossa missão de apoiar o crescimento do agronegócio brasileiro. Aumentando a eficiência logística, contribuímos para uma maior competitividade dos nossos clientes e do Brasil no mercado internacional”, afirma.
O TPSL é um dos principais ativos do Corredor Norte da VLI, sistema logístico que integra ferrovias, terminais e operações portuárias para o escoamento de cargas como soja, milho, farelos, combustíveis, celulose e ferro-gusa. A estrutura atende especialmente a região do Matopiba, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e norte da Bahia, considerada uma das principais fronteiras agrícolas do país.
Em 2025, o terminal movimentou cerca de 5,8 milhões de toneladas pelo Berço 105, crescimento de 4,1% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o Corredor Norte registrou movimentação de aproximadamente 15 bilhões de TKU, unidade que combina volume transportado e distância percorrida.
A VLI também opera três terminais integradores nesse corredor, em Porto Franco (MA), Porto Nacional e Palmeirante (TO), que conectam a produção do interior aos portos, reforçando a integração logística e a capacidade de escoamento da região.