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Aprobio defende ampliação do uso de biodiesel diante de risco de falta de diesel

Entidade propõe adoção voluntária de teores superiores ao B15 e antecipação dos testes necessários para elevar a mistura obrigatória para B17
Por Redação em 21 de setembro de 2026 às 7h27
Aprobio defende ampliação do uso de biodiesel diante de risco de falta de diesel
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) defende a ampliação do uso de biodiesel como forma de reduzir a dependência brasileira do diesel fóssil importado. A manifestação ocorre após a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) relatar restrições e atrasos na entrega do combustível a produtores rurais, no início do plantio da safra de verão.

Uma das alternativas apontadas pela entidade é o uso voluntário de percentuais de biodiesel superiores à mistura obrigatória de 15%, o B15. De acordo com a Aprobio, a regulamentação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) permite essa utilização mediante comunicação à agência, sem necessidade de autorização prévia.

A medida pode ser adotada em frotas cativas, transporte público, transporte ferroviário, navegação interior e marítima, equipamentos de mineração, geração de energia elétrica, tratores e outros veículos e máquinas agrícolas.

A associação também propõe que o governo federal avance na avaliação do B17, com 17% de biodiesel misturado ao diesel fóssil. Segundo Jerônimo Goergen, presidente da Aprobio, o setor está mobilizando recursos para acelerar os testes necessários à decisão. Atualmente, são realizados ensaios de desempenho, durabilidade e segurança com misturas de até B25.

Segundo estimativas apresentadas pela entidade, a passagem do B15 para o B17 acrescentaria aproximadamente 125 mil m³ de biodiesel nacional por mês ao consumo. Esse volume permitiria reduzir a importação mensal de diesel fóssil em quantidade equivalente a três ou quatro navios.

A Aprobio afirma ainda que a indústria brasileira dispõe de capacidade produtiva para atender ao aumento da demanda. Para a entidade, a ampliação da mistura contribuiria para reduzir a exposição do país às importações, além de estimular a produção nacional e a geração de emprego e renda.

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