
A produção brasileira de caminhões totalizou 124.116 unidades em 2025, o que representa uma retração de 12,1% em relação ao volume registrado em 2024, quando foram fabricados 141.252 veículos. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e indicam um recuo relevante na atividade industrial do setor, mesmo diante do crescimento das exportações ao longo do ano.
As vendas externas de caminhões somaram 26.984 unidades em 2025, alta de 50,8% na comparação anual. Apesar do avanço expressivo nos embarques para outros mercados, o desempenho não foi suficiente para compensar a desaceleração da produção destinada ao mercado interno, que concentrou o impacto da retração observada no período.
A análise por segmento mostra comportamentos distintos entre as diferentes categorias de veículos. Os caminhões médios, semileves e semipesados apresentaram crescimento na produção, enquanto os segmentos de pesados — historicamente o de maior volume fabril — e de leves registraram queda, influenciando de forma direta o resultado consolidado da indústria.
O segmento de caminhões médios apresentou o maior crescimento percentual em 2025, com alta de 87,5%. A produção passou de 3.754 unidades em 2024 para 7.037 veículos no ano seguinte. O avanço está associado à demanda por veículos voltados a operações de distribuição regional e urbana, que têm ganhado relevância nas cadeias logísticas.
Os caminhões semileves também registraram expansão, com aumento de 56,5% na produção. O volume passou de 705 unidades em 2024 para 1.103 veículos em 2025. Já o segmento de semipesados apresentou crescimento mais moderado, de 2,8%, com 39.087 unidades produzidas, frente às 38.032 do exercício anterior, mantendo estabilidade relativa dentro da estrutura produtiva do setor.
Em contrapartida, o segmento de caminhões pesados apresentou a maior retração em termos absolutos e percentuais. A produção caiu 24,1% em 2025, totalizando 61.152 unidades, ante 80.576 veículos fabricados em 2024. A redução nesse segmento teve impacto direto sobre o desempenho geral da indústria, dado o peso histórico dos pesados na produção nacional.
O segmento de caminhões leves também registrou queda ao longo do ano. A produção recuou 13,5%, passando de 18.185 unidades em 2024 para 15.737 veículos em 2025. O resultado reflete ajustes na demanda por veículos utilizados em operações de menor escala e na distribuição urbana, em um cenário de reorganização dos investimentos em frota.