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Parceria testa biocombustível em rebocador no Porto do Açu com potencial de reduzir até 99% das emissões

Iniciativa envolve Wilson Sons, Ferroport, Vast e Be8 e reforça movimento de descarbonização no setor portuário
Por Redação em 20 de abril de 2026 às 8h30
Parceria testa biocombustível em rebocador no Porto do Açu com potencial de reduzir até 99% das emissões
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Wilson Sons iniciou um teste pioneiro com biocombustível em rebocadores no Porto do Açu, em parceria com a Ferroport, a Vast Infraestrutura e a Be8. A iniciativa tem como foco a redução de emissões nas operações portuárias.

O projeto utiliza o biocombustível Be8 BeVant no rebocador WS Rosalvo, com potencial de reduzir em até 99% as emissões de dióxido de carbono em comparação ao diesel marítimo convencional. Produzido a partir de fontes renováveis, como óleo de soja, gordura animal e óleo de cozinha usado, o combustível é do tipo “drop-in”, podendo ser utilizado diretamente nos motores, sem necessidade de adaptação.

Durante os testes, serão avaliados aspectos como desempenho, durabilidade e emissões, com base em dados de telemetria da embarcação. Os resultados devem embasar um relatório técnico que será submetido a certificação internacional.

“Os testes com o novo biocombustível reforçam a importância das parcerias estratégicas, reafirmando o compromisso da Wilson Sons com a descarbonização. Estamos sempre em busca de novas tecnologias que contribuem com a segurança, eficiência e sustentabilidade do setor portuário”, afirma Márcio Castro, diretor-executivo de Rebocadores da Wilson Sons.

A iniciativa também envolve a operação da Ferroport, responsável pelo terminal de minério de ferro no Porto do Açu, e se conecta à estratégia de redução de emissões em toda a cadeia logística. “Este projeto apresenta potencial para reduzir as emissões indiretas do porto como um todo, contribuindo também para a diminuição das emissões indiretas da Anglo American, a partir da redução das emissões diretas da Wilson Sons, representando um esforço conjunto de toda a comunidade portuária para a implementação de operações mais eficientes do ponto de vista energético e com menor intensidade de carbono”, destaca Edenilson Sanches, gerente de Sustentabilidade da Ferroport.

A Be8, responsável pelo desenvolvimento do combustível, vê na aplicação marítima uma oportunidade de acelerar a transição energética. “Estamos honrados em fazer parte desse projeto que posiciona o Be8 BeVant como uma solução madura, segura e extremamente eficiente para reduzir emissões imediatamente. Estamos falando de um biocombustível desenvolvido e produzido no Brasil, que entrega performance técnica similar ao combustível convencional e, ao mesmo tempo, gera um impacto ambiental transformador, sem custos de investimento de transição de equipamentos”, afirma Erasmo Carlos Battistella, presidente da companhia.

A ação também se conecta a iniciativas anteriores no Porto do Açu, onde já foram realizados testes com HVO (diesel renovável) em rebocadores. Segundo a Vast, que opera o Terminal de Líquidos do Açu (TLA), o uso de biocombustíveis faz parte da estratégia de ampliar alternativas sustentáveis na movimentação de cargas energéticas.

“O TLA é uma plataforma estratégica para atender às demandas atuais e futuras de armazenagem e movimentação de líquidos. O uso de biocombustíveis nos rebocadores que atendem às operações do T-Oil reforça nosso compromisso em oferecer a alternativa mais sustentável no mercado de transbordo de petróleo”, afirma Eduardo Goulart, diretor Comercial da Vast.

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