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BNDES aprova R$ 340 mi para Tembici adquirir 85 mil bicicletas elétricas para entregadores

Projeto em parceria com o iFood oferece subsídios de até 75% no aluguel semanal para entregadores nos primeiros 12 meses
Por Redação em 30 de junho de 2026 às 9h21
BNDES aprova R$ 340 mi para Tembici adquirir 85 mil bicicletas elétricas para entregadores
Foto: Kelly Santos / BNDES
Foto: Kelly Santos / BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 340 milhões para a Tembici Participações S.A adquirir até 85 mil bicicletas elétricas (e-bikes), com recursos do Fundo Clima. Os veículos serão alugados para entregadores de plataforma digitais com custo 25% menor do que o atual.

 

Bikes elétricas possibilitam entregas sustentáveis

As bicicletas elétricas aumentam a produtividade e a rentabilidade das atividades de entregas, gerando mais agilidade, quantidade de entregas por período e baixo custo de manutenção para os trabalhadores que optam pelo veículo. A alternativa de mobilidade não emite nenhum gás poluente.

Atualmente, 5 mil e-bikes estão disponíveis para locação por entregadores no país. O iFood subsidia quase metade do aluguel semanal das e-bikes, o que representa um custo final de cerca de R$ 95 para o entregador por semana.

O projeto de micromobilidade urbana da Tembici em parceria com o BNDES ampliará o subsídio para mais 25% nos 12 primeiros meses para entregadores que adotarem a e-bike nas entregas. Com isso, o valor final pago pelo entregador nesse período cairá para R$ 71,25 por semana. A partir do 13º mês, o valor será 10% menor, ou seja, R$ 85,50.

Os aluguéis semanais são renováveis, e permitem a posse temporária das e-bikes enquanto durarem os contratos de locação. Dessa maneira, os veículos poderão ser utilizados tanto na atividade de entrega quanto no deslocamento para a residência e outras finalidades. A estimativa é que os entregadores utilizem as e-bikes para fins não logísticos durante 58% do tempo.

O projeto aprovado pelo BNDES atende ao compromisso do governo federal com a melhoria das condições de trabalho dos entregadores, que se tornaram essenciais na logística urbana. "Além evitar a potencial migração de bicicletas mecânicas para motos à combustão na busca por maior produtividade, as bicicletas elétricas vão evitar a emissão de 107,2 mil toneladas de CO₂ equivalente até 2032, volume que equivale à capacidade de sequestro de carbono de aproximadamente 1 milhão de árvores adultas", explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

 

Impulso para a indústria nacional de e-bikes

De acordo com o projeto, serão adquiridas 42,5 mil e-bikes até o final de 2027, além de outras 42,5 mil unidades destinadas à reposição da frota até 2031.

A iniciativa é liderada pela Tembici e também impulsiona a cadeia produtiva nacional, com a fabricação das bicicletas no Brasil. Em parceria com a indústria nacional, a empresa desenvolveu um modelo inédito de e-bike customizado para atender às demandas dos entregadores.

De acordo com a empresa, o veículo combina eficiência logística e mobilidade urbana, ampliando o acesso a uma alternativa de transporte mais econômica, sustentável e adequada à realidade desses profissionais.

 

Alternativa de mobilidade facilita acesso a renda para entregadores 

Para Tomás Martins, CEO e cofundador da Tembici, o projeto gera oportunidades para entregadores facilitando o acesso a uma alternativa de mobilidade mais barata, sustentável e com menor barreira de entrada.

"Acreditamos que a bicicleta tem o poder de transformar cidades e criar oportunidades. Este projeto amplia o acesso à mobilidade elétrica para entregadores, promovendo mais eficiência, redução de custos e geração de renda, enquanto contribui para um modelo de desenvolvimento urbano mais sustentável. Esse é o propósito da Tembici: conectar empresas, governos e a sociedade em torno de soluções que geram impacto positivo para as pessoas e para as cidades. É um exemplo de como inovação e inclusão podem caminhar juntas para transformar realidades", afirma Tomás.

O iFood fomenta o uso de bicicletas elétricas por acreditar no potencial desse modal para ampliar oportunidades de geração de renda e tornar a atividade dos entregadores mais eficiente e sustentável. Com o financiamento do BNDES à parceria entre iFood e Tembici, a iniciativa ganha escala e reforça o compromisso de democratizar o acesso a uma solução que combina impacto social, econômico e ambiental.

"Ao ampliar o acesso às bicicletas elétricas, estamos criando condições para que milhares de entregadores possam aumentar sua capacidade de gerar renda, com mais autonomia, eficiência e menor custo operacional. É uma forma de transformar inovação em impacto real, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento econômico e cidades mais sustentáveis.", Luana Ozemela, CSO e vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood.

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