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Ministério dos Transportes firma acordos para ceder trechos ferroviários ociosos no Sul e Sudeste

Segmentos ferroviários em 18 municípios do Paraná e do Espírito Santo considerados sem viabilidade econômica para transporte de cargas permitirão novos projetos de mobilidade urbana, turismo e desenvolvimento regional
Por Redação em 2 de julho de 2026 às 9h36
Ministério dos Transportes firma acordos para ceder trechos ferroviários ociosos no Sul e Sudeste
Foto: Cleber Carvalho / MT
Foto: Cleber Carvalho / MT

Nesta terça-feira (30/06), o ministro dos Transportes, George Santoro, assinou acordos de cooperação técnica que viabilizam a cessão de trechos ferroviários inoperantes nas regiões Sul e Sudeste, que poderão receber projetos de mobilidade urbana, turismo e desenvolvimento regional. Os segmentos de ferrovias foram considerados sem viabilidade econômica para o transporte de cargas. A ação marca mais uma etapa do aproveitamento da infraestrutura ociosa no Paraná e no Espírito Santo.

 

Reaproveitamento de trechos ociosos de ferrovias

O ministro dos transportes afirma que no momento é muito importante para o governo federal reaproveitar os ativos ociosos. "É o início de uma série de chamamentos que vamos realizar para devolver essas áreas à sociedade. Quando não há viabilidade para a operação ferroviária de cargas, faz mais sentido permitir que estados e municípios desenvolvam projetos que atendam às necessidades das pessoas", detalhou George Santoro.

O compromisso representa o início dos atos preparatórios para destinar aos estados as áreas nas quais não foram identificadas vantagens comerciais para a renovação de concessões voltadas ao escoamento de cargas. O ministro ressaltou que a iniciativa vem sendo realizada com sucesso nas demais unidades federativas.

"É um modelo inovador que já testamos com sucesso em Araraquara (SP) e que agora está sendo ampliado para outros estados. Trabalhamos ainda nos projetos de Aracaju (SE) e Campina Grande (PB), sempre com o objetivo de aproveitar a infraestrutura ferroviária existente para implantar soluções de transporte. Nossa expectativa é deixar um legado de projetos consolidados, aptos a serem levados ao mercado e a contribuir para o fortalecimento da mobilidade nacional", completou.

 

Confira as ferrovias que poderão sofrer mudanças:

 

Ferrovia Centro-Atlântica

No território capixaba, são cerca de 260 quilômetros da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controlada pela VLI, que, de acordo com o governo estadual, podem ser aproveitados para outros fins de interesse público, como turismo, lazer ou projetos de mobilidade urbana.

Ao todo, a iniciativa favorece os moradores de 11 municípios do Espírito Santo: Vila Velha, Cariacica, Viana, Domingos Martins, Marechal Floriano, Alfredo Chaves, Vargem Alta, Cachoeiro de Itapemirim, Atílio Vivácqua, Muqui e Mimoso do Sul.

"Estamos prontos para assumir esse patrimônio ferroviário e desenvolver um projeto capaz de integrar os municípios, fortalecer o turismo, o esporte, a economia e impulsionar novas vocações ao longo desse corredor. A ferrovia atravessa grande parte do território capixaba e representa uma oportunidade de promover desenvolvimento, melhorar a qualidade de vida da população e dar uma nova destinação a uma infraestrutura que hoje está subutilizada", destacou o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço.

 

Malha Sul

Já no Sul do país, a medida abre caminho para a destinação de trechos ferroviários que somam entre 50 e 80 quilômetros de extensão, atualmente sob concessão da Rumo, nos municípios paranaenses de Arapoti, Carambeí, Castro, Jaguariaíva, Piraí do Sul, Ponta Grossa e Ventania.

O prefeito de Piraí do Sul, Henrique de Oliveira, apresentou planos de utilizar a futura área cedida para novos instrumentos culturais da cidade. "Estruturamos o projeto de uma galeria de cultura e arte, juntamente com um parque urbano. Para nós, este documento representa a oportunidade de escrever uma nova história para o nosso município", relatou.

 

Estudos definirão regras e diretrizes da reconcessão de trechos

A partir da assinatura dos documentos, serão contratados estudos para definir as diretrizes necessárias para o repasse dos trechos ferroviários.

"Nos últimos três anos, levantamos um diagnóstico de toda a nossa malha ferroviária, que permitiu identificar os ativos sem tanta relevância para o Ministério, mas que são de grande aproveitamento para as prefeituras e para os estados", finalizou o ministro dos Transportes.

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