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Ultracargo e bp ampliam capacidade de armazenagem de combustíveis em hub logístico multimodal em Paulínia (SP)

Novo tanque amplia capacidade do terminal para 202 mil m³, aumenta a flexibilidade na movimentação de combustíveis e reforça integração entre ferrovia, dutos e rodovias
Por Redação em 8 de julho de 2026 às 10h33
Ultracargo e bp ampliam capacidade de armazenagem de combustíveis em hub logístico multimodal em Paulínia (SP)
Terminal em Paulínia. Foto: Divulgação
Terminal em Paulínia. Foto: Divulgação

A Opla, joint venture entre a bp e Ultracargo, finalizou a construção de um novo tanque no terminal de Paulínia (SP), elevando a capacidade estática da unidade para cerca de 202 mil m³. Com capacidade de 20 mil m³, o equipamento será destinado inicialmente ao armazenamento de etanol anidro.

O objetivo da ampliação é liberar outros tanques para a movimentação de gasolina, que passa a integrar a operação logística do terminal com comercialização pela Ultracargo. O novo tanque também permite ajustar a armazenagem e a movimentação de combustíveis de acordo com a sazonalidade das safras e as demandas do mercado.

 

Novo tanque apresenta inovação tecnológica

O projeto marca a estreia no terminal de um tanque com teto geodésico em liga de alumínio, tecnologia que amplia o volume útil de armazenamento e contribui para reduzir as emissões fugitivas de vapores.

"A estrutura também conta com um sistema de segurança de ponta, com sprinklers em toda a extensão do teto, e foi projetada para oferecer maior eficiência operacional e controle de estoque, garantindo integridade e conformidade rigorosa aos produtos armazenados", explica o Diretor de Operações da Ultracargo, Douglas Marques.

 

Terminal de Paulínia se consolida como hub logístico multimodal

Com conexão aos modais rodoviário, dutoviário e ferroviário, o terminal de Paulínia amplia seu papel como hub logístico multimodal. A nova infraestrutura permitirá movimentar até 160 vagões por dia por meio do desvio ferroviário inaugurado em 2025, facilitando o recebimento de grandes volumes de etanol, especialmente de Rondonópolis (MT). A expedição rodoviária para diferentes mercados também foi facilitada, com o reforço para os picos de safra.

De acordo com Raphael Nascimento, diretor executivo Comercial e de Planejamento da Ultracargo, o investimento reforça a estratégia da empresa de atuar como provedora de soluções logísticas integradas."Oferecemos aos clientes um hub multipropósito estratégico que conecta as principais regiões produtoras aos grandes centros de consumo, garantindo resiliência para a matriz de combustíveis do Brasil", afirma. O executivo ainda ressalta que o terminal tem potencial para ampliar sua capacidade estática no futuro.

Para a bp, a joint venture Opla fortalece a infraestrutura logística da companhia no país. "A Opla é um hub logístico estratégico e, em Paulínia, apoia a armazenagem e movimentação de diferentes produtos associados às operações da bp no Brasil, incluindo etanol da bp bioenergy, combustível de aviação relacionado à Air bp e diesel S-10 relacionado à bpCE. Essa integração amplia a flexibilidade operacional da unidade e reforça a importância da multimodalidade para atender às demandas do mercado com eficiência e segurança", afirma André Moura, Gerente Sênior de Originação bp e Conselheiro da JV OPLA.

 

Operação em Paulínia forma corredor multimodal entre Centro-Oeste e Sudeste

Além do aumento da capacidade de armazenagem de combustíveis, os investimentos da bp e da Ultracargo consolidam Paulínia (SP) como um polo estratégico para a logística nacional.

De acordo com as empresas, a unidade tem capacidade para aliviar a pressão sobre o Porto de Santos ao converter gradualmente fluxos rodoviários para modais de maior capacidade. Embora o recebimento vindo do litoral ainda utilize as estradas, o terminal está estrategicamente posicionado para uma eventual integração futura com a Baixada Santista via linhas férreas.

Integrado ao terminal ferroviário de Rondonópolis, o empreendimento em Paulínia forma um corredor multimodal entre o Centro-Oeste e o Sudeste, permitindo o transporte de etanol de milho para São Paulo e o envio de derivados de petróleo para o agronegócio via "frete de retorno", reduzindo custos logísticos, deslocamentos ociosos e emissões de carbono.

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