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Preço do frete rodoviário sobre 20% e bate recorde no 2º trimestre

Levantamento da Frete.com aponta queda de 22% no volume de fretes no período
Por Redação em 15 de julho de 2026 às 10h47
Preço do frete rodoviário sobre 20% e bate recorde no 2º trimestre
Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

O preço médio do frete rodoviário no Brasil teve um salto de 20% no segundo semestre de 2026, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o Frete Insights, levantamento trimestral da plataforma Frete.com, o novo recorde acontece apesar de um recuo de 22% no volume nacional de fretes em relação ao mesmo período do ano anterior, mostrando que a oferta de caminhões e motoristas passou a ter maior influência na formação das tarifas do que o próprio preço do diesel.

No período analisado, o Índice Frete.com de Preços (IFP) subiu 5,3% na comparação com o primeiro trimestre de 2026 e encerrou junho com alta mensal de 3,3%, reforçando uma trajetória de valorização observada nos últimos trimestres.

 

Escassez de frota ganha peso na dinâmica de preços

Um dos destaques do estudo é a escassez de caminhões, sobretudo no agronegócio, despontando como fator na composição do preço dos fretes. Mesmo com menor movimentação de cargas, a limitação da frota disponível sustentou a alta dos preços.

Enquanto o diesel acumulou alta de 14% na comparação anual, o preço médio do frete avançou 21%, indicando que o combustível deixou de ser o principal fator de pressão sobre as tarifas.

 
Sudeste domina o mercado de fretes rodoviários

Apesar de todas as regiões terem registrado queda no volume de fretes no segundo trimestre, o Sudeste ampliou de 39% para 43% sua participação no total movimentado. Já Sul e Norte tiveram as maiores retrações no período, ambas de 34%.

Na análise por estados, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso concentraram 52% do volume de fretes registrado, reforçando a importância dos corredores logísticos que conectam o parque industrial do Sudeste às áreas produtoras do Centro-Oeste.

 

Agronegócio concentra as maiores altas de preço

O agronegócio segue sendo o principal segmento do transporte rodoviário de cargas brasileiro, representando 42,9% do volume total de fretes no trimestre. Mesmo com retração na movimentação, o setor manteve o protagonismo nos principais corredores de escoamento da produção nacional.

A pressão também ficou evidente nas tarifas. As maiores altas ocorreram em rotas ligadas ao agronegócio, com destaque para Nova Mutum (MT) – Imbituba (SC), com aumento de 72,3%; Barro Alto (GO) – Laranjeiras (SE), com alta de 49,2%; e Campo Verde (MT) – Paranaguá (PR), com +48,6%, na comparação com o segundo trimestre de 2025.

 

Maiores gargalos logísticos do país

O relatório também identificou os principais gargalos logísticos do país. O corredor Coromandel (MG) – Santos (SP) apresentou o maior desequilíbrio entre oferta e demanda, com 6,96 cargas disponíveis por caminhão, seguido por Porto dos Gaúchos (MT) – Rondonópolis (MT), com 5,11, e Luz (MG) – Santos (SP), com 4,56.

De acordo com a análise da Frete.com, os maiores gargalos seguem concentrados nas rotas de escoamento da produção agropecuária para os principais portos brasileiros. Já em alguns corredores voltados aos portos da Região Sul, há maior disponibilidade de caminhões do que de cargas, apontando menor pressão sobre as tarifas nessas operações.

O levantamento também mostra que Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo lideram o indicador de carga por caminhão, refletindo a maior pressão sobre a capacidade de transporte nesses estados.

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