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ISMA moderniza fábrica de Mogi Mirim para dobrar capacidade produtiva de sistemas armazenagem

Ampliação faz parte de ciclo de modernização industrial iniciado em 2022, que ultrapassa R$ 50 milhões
Por Redacción el 17 de septiembre de 2026 a las 15h45
ISMA moderniza fábrica de Mogi Mirim para dobrar capacidade produtiva de sistemas armazenagem
Foto: Divulgação / ISMA
Foto: Divulgación / ISMA

A  especialista em sistemas de armazenagem intralogística ISMA comemora 56 anos de atividade durante um dos maiores ciclos de investimento de sua história. Desde 2022, a companhia já aplicou mais de R$ 50 milhões na modernização de sua unidade industrial em Mogi Mirim (SP).

Este ano, a empresa está somando mais R$ 5 milhões na fábrica, para melhorar sua infraestrutura de movimentação interna, implantar uma nova linha de pintura e incorporar novos robôs de solda. Os novos equipamentos incluem uma linha automática de pintura capaz de processar estruturas de até 14 metros, uma linha adicional dedicada à produção de peças de geometrias diversas, perfiladeiras para a fabricação de colunas e longarinas, robôs de solda e a modernização da linha de manufatura de porta-paletes e ações de retrofit na própria planta.

A companhia anuncia estar trabalhatando também no desenvolvimento de novos produtos, que devem demandar investimentos adicionais nos próximos anos.

 

Aumento de capacidade produtiva foca em projetos de armazenagem de alta densidade

De acordo com a ISMA, os investimentos ocorrem em um momento de aumento da complexidade dos projetos de armazenagem no país, com empresas buscando maior verticalização, alta densidade, retrofit, melhor aproveitamento dos espaços e estruturas preparadas para integração com diferentes níveis de automação.

Atualmente, a fábrica possui capacidade produtiva de aproximadamente 2,5 mil toneladas por mês. Os novos investimentos estão sendo direcionados à estabilização dos processos e ao ganho de eficiência operacional, e permitirão ampliar a produção por meio da expansão dos turnos de trabalho, com potencial para dobrar a capacidade atualmente instalada.

Para Flávio Piccinin, diretor executivo da ISMA, o movimento não deve ser entendido apenas como um projeto de expansão de volume. "Não estamos investindo simplesmente para produzir mais toneladas. Os projetos mudaram. As estruturas estão mais altas, os armazéns mais densos e a automação exige outro nível de precisão. O investimento na fábrica precisa acompanhar essa mudança, porque aquilo que era aceitável em uma operação convencional pode deixar de ser quando equipamentos automatizados passam a trabalhar sobre essa estrutura", destaca o executivo.

A modernização incorpora processos destinados a aumentar produtividade, repetibilidade e precisão dimensional. Esses requisitos ganham relevância principalmente em estruturas de maior altura e em projetos integrados a equipamentos de movimentação e automação, nos quais montagem, alinhamento, estabilidade e compatibilidade entre os diferentes sistemas passam a admitir menor margem para desvios. 

 

Crescimento acompanha transformação dos armazéns

O ciclo de investimentos também acompanha o crescimento da ISMA. A companhia registrou expansão de 25% entre 2024 e 2025 e estabeleceu, para 2026, uma meta de crescimento de 15% sobre o ano anterior. Entre os segmentos que apresentaram maior crescimento em 2026 estão as indústrias alimentícia e farmacêutica e a distribuição de medicamentos — negócios diretamente impactados pelas mudanças na cadeia global de suprimentos.

Piccinin explica que há uma mudança na forma como as empresas planejam seus armazéns. A quantidade de posições-palete deixou de ser o único indicador relevante, enquanto fatores como capacidade, densidade, velocidade operacional, flexibilidade e possibilidade de evolução futura da infraestrutura ganharam peso na definição dos projetos.

A disponibilidade limitada e o aumento do custo de galpões em localizações urbanas estratégicas também estimulam projetos de verticalização e retrofit. Em determinados casos, ampliar a capacidade dentro da instalação existente pode ser uma alternativa à transferência de toda a operação para um novo imóvel.

“Nem toda operação precisa chegar ao mesmo nível de automação, e esse é um ponto importante. O que precisamos garantir é que a infraestrutura consiga acompanhar a evolução do negócio. Uma empresa pode começar com uma operação convencional, verticalizar, automatizar parte dos processos e avançar depois. A estrutura precisa estar preparada para essa trajetória, porque quanto mais tecnológica fica a operação, maior é a exigência sobre a base que sustenta tudo isso", afirma.

Para Piccinin, a participação ampliada na INTRA-LOG Expo South America 2026 traduz esse momento da companhia. "Somos um time que se empenha em contribuir para a solução dos desafios dos nossos clientes. E trabalhamos para que sua jornada seja consistente e gere resultados ao longo de toda a operação", completa.

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