
A Transnordestina Logística, empresa controlada pelo Grupo CSN e responsável pela implantação e operação da Nova Ferrovia Transnordestina, concluiu neste mês de setembro as obras do lote 6, com 50 quilômetros entre Quixeramobim e Quixadá (CE). Com a entrega, a fase 1 do projeto, que liga Paes Landim (PI) ao Porto do Pecém (CE), chega a 832 quilômetros executados de um total previsto de 1.053 quilômetros, atingindo 84% de avanço físico.
Os 221 quilômetros restantes estão em obras de infraestrutura e superestrutura. A conclusão dessa primeira fase está prevista para o fim de 2027. O avanço das obras aproxima a ferrovia do Complexo do Pecém, no Ceará, que será um dos principais pontos de escoamento e recepção das cargas transportadas pelo modal.
O lote concluído envolveu 3,49 milhões de m³ de movimentação de terra, sendo 1,78 milhão de m³ de cortes e 1,71 milhão de m³ de aterros. A implantação do trecho também demandou 6,3 mil toneladas de trilhos, 87,6 mil dormentes de concreto e 129,2 mil m³ de brita.
Desde dezembro de 2025, a Transnordestina realiza testes operacionais com trens em fase de operação comissionada. As composições já transportam cargas como milho e sorgo entre o Piauí e o Ceará.
A estrutura operacional também recebeu reforço em junho deste ano, quando a companhia concluiu o recebimento de um lote de 100 vagões hopper modelo HTT, em Salgueiro (PE). Fabricados pela Greenbrier Maxion, os equipamentos são destinados ao transporte de grãos e fertilizantes.
Uma composição formada pelos 100 vagões tem capacidade equivalente, segundo a Transnordestina, à operação de aproximadamente 357 caminhões graneleiros. A utilização do modal ferroviário busca reduzir o fluxo de veículos pesados nas rodovias e, consequentemente, os impactos associados ao transporte rodoviário de grandes volumes de carga.