
A logtech brasileira Einship concluiu uma rodada seed de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,3 milhões), liderada pelo fundo norte-americano Parceiro Ventures. Os recursos serão destinados à expansão internacional da empresa, ao desenvolvimento de novas funcionalidades baseadas em inteligência artificial e ao fortalecimento das áreas comercial e de marketing.
Especializada em inteligência de dados e gestão de operações de comércio exterior, a empresa desenvolve uma plataforma que reúne informações de mercado, gestão operacional e análise de dados em um único ambiente. Segundo a companhia, a tecnologia utiliza inteligência artificial para aumentar a previsibilidade das operações, automatizar processos e apoiar a tomada de decisões de importadores, exportadores, agentes de carga e operadores logísticos.
“Hoje, empresas que atuam no comércio exterior precisam tomar centenas de decisões diariamente em um ambiente marcado por volatilidade cambial, mudanças regulatórias, oscilações de frete, riscos geopolíticos e cadeias logísticas cada vez mais complexas. A proposta da Einship é transformar esse cenário por meio de uma infraestrutura tecnológica capaz de conectar inteligência de mercado e gestão operacional”, afirma Luiz Policarpo, fundador e CEO da empresa.
A rodada ocorre após um período de crescimento da companhia. De acordo com a Einship, a receita avançou mais de 400% em 2025 e, nos cinco primeiros meses de 2026, a empresa já havia igualado todo o faturamento registrado no ano anterior. Atualmente, a logtech atende mais de 100 clientes, entre eles APM Terminals, Allog Group, Capital Trade e Ascensus Group.
“A entrada do fundo Parceiro valida essa trajetória e nos permite acelerar aquilo que já vinha funcionando. O investimento muda nossa velocidade, não nossa direção”, diz Policarpo.
Além da ampliação da plataforma, a empresa pretende utilizar o aporte para expandir sua atuação internacional. Embora tenha sido fundada no Brasil, a Einship informa que já possui operações conectadas a mercados como Europa, China e Estados Unidos e pretende ampliar sua presença nesses e em outros países nos próximos anos. Segundo a companhia, a estratégia é consolidar a plataforma como uma infraestrutura tecnológica para inteligência e gestão de operações de comércio exterior em escala global.