Ibovespa
204.099,61 pts
(-1,16%)
Dólar comercial
R$ 5,04
(0,17%)
Dólar turismo
R$ 5,23
(0,14%)
Euro
R$ 5,65
(0,08%)

Custos logísticos devem atingir R$ 2,2 trilhões no Brasil em 2026, estima ILOS

Despesas equivalem a 16,1% do PIB, enquanto pesquisa com mais de 100 grandes empresas aponta expectativa de novas altas nos custos de transporte, armazenagem e estoque em 2027
Por Redacción el 22 de octubre de 2026 a las 13h27
Custos logísticos devem atingir R$ 2,2 trilhões no Brasil em 2026, estima ILOS
Foto: Divulgação
Foto: Divulgación

Os gastos com logística no Brasil devem alcançar R$ 2,2 trilhões em 2026, o equivalente a 16,1% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estudo anual do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS). A estimativa indica que os custos de transporte, armazenagem e manutenção de estoques permanecem em um patamar superior ao registrado na década passada. A pesquisa realizada pelo instituto com mais de 100 grandes empresas industriais e varejistas, também aponta expectativa de aumento das despesas logísticas em 2027.

O transporte representa cerca de 9% do PIB desde 2020, com oscilações ao longo do período. Já os custos de estoque apresentaram uma elevação mais acentuada: passaram de 2,9% do PIB em 2020 para 5% em 2022, atingiram 5,6% em 2023 e mantiveram esse nível em 2025. Segundo Maurício Lima, sócio-diretor do ILOS e responsável pelo levantamento, a alta está relacionada ao custo de manter capital imobilizado em mercadorias, influenciado pelo patamar elevado dos juros.

Na análise dos custos dentro das empresas, a logística consome, em média, 9,5% da receita líquida das companhias pesquisadas. A participação varia conforme o setor: em material de construção, chega a 19,8%, enquanto em tecnologia e telecomunicações representa 3%. O levantamento foi realizado no primeiro semestre de 2026 e considera grandes empresas brasileiras em faturamento.

As perspectivas para 2027 indicam pressão adicional sobre as operações. De acordo com a pesquisa, 69% das empresas esperam aumento nos custos de transporte, com alta média projetada de 9,6%. Na armazenagem, 44% preveem elevação, de 5,7% em média. Já 31% esperam aumento nos custos de estoque, com variação média de 7%.

“O Brasil não está diante de um pico de custo logístico, mas de um novo patamar. O salto de 2022 se consolidou e, três anos depois, seguimos operando acima de 16% do PIB”, afirma Lima. Para o executivo, a expectativa de novas altas no transporte pode pressionar as margens das empresas, os preços ao consumidor e a competitividade do país.

O ILOS acompanha os custos logísticos nacionais desde 2004, com frequência anual a partir de 2014. Os números relativos a 2026 são projeções do instituto, enquanto os indicadores de participação das despesas na receita líquida e as expectativas para 2027 têm como base a pesquisa realizada com mais de 100 empresas industriais e varejistas.

 

Utilizamos cookies y tecnologías similares para mejorar su experiencia, analizar estadísticas y personalizar la publicidad. Al acceder al sitio web, acepta este uso, de acuerdo con la Política de Privacidad.
Aceptar
Administrar