
A Green Cargo iniciou operações no Brasil com modelo de negócios voltado à oferta integrada de caminhões movidos a gás natural e biometano (GNV e GNL), combinando locação ou venda de veículos, manutenção, fornecimento de peças e estruturação da estratégia de abastecimento para frotistas e embarcadores. A empresa projeta colocar entre 150 e 200 caminhões a gás em operação no país nos próximos 12 meses e alcançar mais de dois mil veículos em circulação em um horizonte de três a cinco anos.
A proposta inclui análise do perfil operacional de cada cliente para definição da solução de abastecimento, desenvolvida em parceria com fornecedores especializados. O objetivo é estruturar operações com foco em custo por quilômetro rodado, eficiência operacional e redução de emissões em comparação ao diesel.
Segundo a companhia, o modelo busca atender transportadoras e embarcadores que pretendem migrar parte da frota para combustíveis alternativos, incluindo suporte técnico, manutenção dedicada e fornecimento de peças. A estratégia considera a disponibilidade de gás natural e biometano no mercado brasileiro e a dependência de diesel importado na matriz de transporte rodoviário.
A empresa inicia as atividades com foco nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A operação contempla também serviços de pós-venda e gestão de manutenção com objetivo de ampliar a disponibilidade da frota.
A Green Cargo passou a atuar como representante exclusiva da JAC Motors no Brasil para caminhões movidos a gás. Os modelos comercializados possuem 560 cavalos de potência e torque de 2.600 Nm, com autonomia de até 900 quilômetros na configuração GNV e superior a 2.000 quilômetros no GNL, disponíveis nas versões 6x2 e 6x4.
Os veículos estão em fase de testes operacionais com empresas como JBS, Suzano, Veracel e Eldorado. As avaliações incluem operações rodoviárias e aplicações em condições de carga elevada, trechos não pavimentados e ambientes com exigência operacional ampliada, incluindo transporte acima de 74 toneladas. Os segmentos envolvidos abrangem papel e celulose, agronegócio, mineração e logística florestal.