
O secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o Brasil vem se consolidando como hub logístico global, associando o movimento ao aumento de concessões e à atuação de agências reguladoras independentes e técnicas. A declaração foi feita em 9 de fevereiro durante seminário realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.
Segundo o secretário, a expansão do setor está relacionada ao ambiente institucional e ao diálogo com órgãos de controle, incluindo o Tribunal de Contas da União (TCU), que, segundo ele, contribui para a viabilização de investimentos em infraestrutura. O encontro reuniu autoridades públicas e representantes do setor para discutir perspectivas de financiamento e execução de projetos.
Franca indicou cinco fatores considerados determinantes para a continuidade dos investimentos no país. O primeiro é a estabilidade institucional, apontada como condição para projetos de longo prazo que envolvem elevados volumes de capital. Em seguida, destacou a necessidade de planejamento contínuo de longo prazo por parte do poder público, com definição de diretrizes estratégicas para orientar decisões de investimento e atendimento a demandas regionais.
Entre os demais pontos citados estão a estruturação de mecanismos de financiamento, a incorporação de inovação tecnológica nos projetos e o compromisso socioambiental nas operações de infraestrutura. Esses elementos, segundo o secretário, influenciam a atratividade de projetos e a capacidade de expansão da rede logística nacional.
A discussão ocorreu no seminário “Superciclo de Investimentos em Infraestrutura – Avanços e Desafios”, que abordou o cenário de crescimento do setor e contou com a participação de autoridades federais, incluindo o ministro das Cidades. O evento teve como foco a análise de condições institucionais, regulatórias e financeiras para ampliação da infraestrutura de transportes e logística no país.
No contexto da cadeia logística, o avanço de concessões e investimentos em portos e aeroportos tende a impactar a capacidade de movimentação de cargas, a integração entre modais e o posicionamento do país em fluxos comerciais internacionais. A avaliação apresentada no seminário relaciona a evolução regulatória e a previsibilidade institucional à ampliação da participação privada em projetos e à expansão da capacidade operacional.