
A MRS Logística registrou receita líquida de serviços de R$ 1,944 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 0,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA somou R$ 1,085 bilhão, crescimento de 4,2%, com margem de 55,8%, 1,9 ponto percentual acima do 2T25.
Entre abril e junho, a companhia transportou 55,1 milhões de toneladas úteis (TU), volume 1,1% superior ao registrado no segundo trimestre de 2025 e 19% acima do primeiro trimestre deste ano, período afetado pelas chuvas no início de 2026.
A recuperação do volume foi acompanhada por uma estrutura de capital considerada confortável pela empresa. A MRS encerrou o trimestre com R$ 4,7 bilhões em caixa e aplicações financeiras e alavancagem de 1,5 vez a relação entre dívida líquida e EBITDA. O prazo médio da dívida ficou em 10,3 anos.
Os investimentos somaram R$ 643 milhões no trimestre, destinados à manutenção da segurança operacional, modernização da malha, expansão de capacidade e cumprimento dos compromissos relacionados à renovação da concessão.
Carga geral ganha participação
A composição das cargas transportadas pela MRS no trimestre foi de 59,4% de mineração e 40,6% de carga geral. O segmento de mineração movimentou 32,7 milhões de TU, queda de 0,3% na comparação anual, mas recuperação de 17% em relação ao primeiro trimestre. Do total, 29,1 milhões de TU corresponderam a minério de ferro destinado à exportação.
Já a carga geral alcançou 22,3 milhões de TU, alta de 3,4% sobre o 2T25 e de 22,2% ante o trimestre anterior. Entre os destaques estiveram os produtos agrícolas, cujo volume cresceu 7,9% na comparação anual, para 15,6 milhões de toneladas, com destaque para soja e farelo.
O transporte de contêineres também apresentou avanço. O segmento cresceu 19,1% em relação ao 2T25 e atingiu seu maior volume histórico, segundo a MRS. A empresa atribui o resultado à conquista de novos clientes na Grande Belo Horizonte e na margem direita do Porto de Santos, além da entrada em operação de um novo terminal em Suzano (SP).
Avanço na multimodalidade
No trimestre, a MRS concluiu obras de infraestrutura, entre elas o Complexo Viário de Barra do Piraí (RJ), o viaduto e a ciclovia em São João de Meriti (RJ). A companhia também implantou um novo Centro de Controle Operacional Integrado na Baixada Santista (SP).
Outro projeto em andamento é a MRS Hidrovias, subsidiária criada para atuar no transporte de cargas pelo sistema Tietê-Paraná e integrar a ferrovia ao modal hidroviário no Complexo Multimodal de Pederneiras (SP).
Na agenda ESG, a companhia destacou ações de resposta e recuperação após os eventos climáticos que atingiram a Zona da Mata Mineira no início do ano. A empresa também lançou um programa de aprendizagem voltado preferencialmente a pessoas com deficiência e recebeu, em 2026, a certificação Great Place to Work (GPTW).
A MRS administra 1.643 quilômetros de ferrovias em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, conectando regiões produtoras a parques industriais e portos do Sudeste. Segundo a companhia, cerca de 20% das exportações brasileiras e um terço das cargas transportadas por ferrovias no país passam por sua malha.