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Ultracargo reduz em mais de 80% custos com espera de navios no terminal de Vila do Conde

Investimentos em infraestrutura e processos permitiram operação 24 horas, aumento de 80% na vazão de descarga e maior flexibilidade para movimentação de combustíveis e biocombustíveis
Por Redação em 12 de agosto de 2026 às 8h30
Ultracargo reduz em mais de 80% custos com espera de navios no terminal de Vila do Conde
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Ultracargo concluiu um ciclo de investimentos no terminal de Vila do Conde, em Barcarena (PA), que reduziu em mais de 80% os custos relacionados à espera de navios na unidade. As melhorias, realizadas ao longo de três anos, também permitiram operar embarcações 24 horas por dia, ampliar em 80% a vazão de descarga e aumentar a capacidade de atendimento a balsas e de movimentação de combustíveis e biocombustíveis.

A redução dos custos está relacionada principalmente à queda nas ocorrências de demurrage, cobrança aplicada quando um navio permanece no porto além do período previsto em contrato. Segundo a Ultracargo, as diárias de espera podem chegar a US$ 80 mil em alguns casos.

Entre as intervenções realizadas está a eliminação das restrições para atracação e desatracação de navios durante a noite. Com isso, a operação passou a funcionar de forma ininterrupta. O atendimento a balsas também foi ampliado, passando de uma para até duas embarcações por dia. Essas operações atendem destinos como Belém, Macapá, Manaus, Santarém e Miritituba.

Em julho, a vazão de descarga de navios chegou a 1.800 m³ por hora, 80% acima do volume anteriormente registrado. Em uma operação recente, o terminal recebeu uma embarcação com 17 milhões de litros de produto, realizou a descarga e liberou o navio em 24 horas. Antes das melhorias, uma operação com o mesmo volume levava cerca de 48 horas.

Outro projeto foi a flexibilização dos sistemas de carga e descarga dos píeres 501 e 502. Tubulações que eram destinadas a produtos específicos foram adaptadas para movimentar biodiesel (B100), etanol hidratado, óleo diesel marítimo (ODM) e outros combustíveis.

A nova configuração permite receber e expedir diferentes biocombustíveis praticamente de forma simultânea, utilizando duas linhas de dez polegadas e procedimentos destinados a evitar a contaminação entre produtos.

A estrutura também possibilita o recebimento, via Miritituba, de biocombustíveis produzidos em Mato Grosso, aproximando o polo produtor dos mercados consumidores da região Norte. O terminal também recebe óleo diesel marítimo por navios e o distribui para diferentes localidades do interior da região.

Segundo Douglas Marques, diretor de Operações da Ultracargo, as intervenções foram realizadas com o terminal em funcionamento. “Todas essas mudanças representaram um grande avanço na operação, o que exigiu melhoria nos processos e intervenções de engenharia, conduzidas com excelência enquanto o terminal permanecia em pleno funcionamento, sem qualquer impacto nas entregas aos clientes”, afirma.

As obras também incluíram a instalação de quatro câmaras de pig no Centro de Transferência (Cetran) e na área do píer. Os dispositivos são utilizados para remover resíduos e realizar a limpeza interna das tubulações. O projeto contou ainda com um sistema de nitrogênio para pressurização e uma nova tubulação de água exclusiva para a lavagem das linhas. O efluente gerado é coletado e tratado pela estrutura de drenagem existente.

Com capacidade de armazenagem de 120 mil m³, distribuída em 19 tanques, o terminal de Vila do Conde é dedicado à movimentação de combustíveis e biocombustíveis. Para a Ultracargo, os investimentos fazem parte da estratégia de transformar a unidade em um hub de distribuição desses produtos na região Norte.

 

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