Quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018 - 17h19
Volvo otimista após um ano de 2017 de recuperação do mercado
Objetivo da empresa é de que as vendas de caminhões cresçam 30%; planejamento de produção suporta as ações comerciais

A Volvo anunciou hoje, 21 de fevereiro, durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo, seus resultados de 2017 e as perspectivas para 2018. Além disso, os executivos da montadora sueca fizeram um balanço sobre o cenário atual do mercado e contaram as estratégias adotadas para superar o desaquecimento dos negócios nos últimos anos.

Segundo o presidente do Grupo Volvo América Latina, Wilson Lirmann, o ano passado foi marcado por uma recuperação cíclica após dois anos de queda. “Interrompemos a sequência da crise, a inflação ficou sob controle, os juros em queda e houve a retomada da indústria e da confiança no país”, diz.

Os números ilustram o que afirma o executivo. A companhia encerrou 2017 com vendas de 10.336 unidades na América Latina, crescimento de 20% frente ao ano anterior. Desse total, 55% – 5.699 unidades – foram absorvidos pelo mercado interno e o restante, 45%, 4.637 veículos, destinado à exportação. O total comercializado à época foi equivalente a um terço da capacidade de produção da fábrica.

O presidente comemora o fato de o resultado contribuir para que a montadora mantivesse a liderança brasileira do segmento de caminhões pesados. Com 26,9% de participação, é a quarta vez consecutiva que a Volvo fica à frente desse mercado, voltado principalmente para o transporte de longas distâncias e de cargas mais pesadas.

Outro ponto destacado pela Volvo foi o desempenho do modelo FH. Foram emplacadas 4.505 unidades do modelo, incremento de 27% em relação aos volumes registrados no ano anterior.

O diretor Comercial de caminhões da Volvo no Brasil, Bernardo Fedalto, explica o porquê desses desempenhos. “O agronegócio continuou aquecido, mas a necessidade de transporte de outros setores, como industrial e de serviços, contribuiu para o crescimento das vendas”, informa. Fedalto salienta, ainda, que a programação das linhas baseada nas tendências de mercado suportaram as ações. “A produção é planejada com quatro meses de antecedência”, resume.

Lirmann completa dizendo que o mercado de caminhões pesados no Brasil é o maior da América Latina. “Ser líder de mercado aqui mostra que nossos investimentos para trazer sempre a melhor tecnologia em caminhões foram reconhecidos por nossos clientes, que estão cada vez mais profissionais e demandam inovações constantes”, completa. Vale ressaltar que a Volvo anunciou no ano passado um plano de investimento compreendido entre os anos de 2017 e 2018 estimado em R$ 1 bilhão.

Para 2018, os números esperados são positivos. O presidente calcula que as vendas totais de caminhões acima de 16 toneladas no Brasil, mercado no qual a empresa atua, crescerão acima de 30%, passando de 32 mil unidades em 2017 para 44 mil este ano.

O desempenho da Volvo nos segmentos pesado e semipesado deve, segundo Lirmann, acompanhar as estimativas do setor. Para isso, a montadora já aumentou a produção de caminhões em seu complexo industrial de Curitiba. A empresa contratou cerca de 100 funcionários no final do ano passado e está empregando mais 150 pessoas no início de 2018. Quanto aos desafios, o executivo diz que é preciso acompanhar de perto as reformas propostas para o país.

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A Volvo Financial Services também teve um bom resultado no mercado brasileiro em 2017 e prevê um aumento nos volumes de financiamentos, seguros e consórcio para os produtos do Grupo Volvo em 2018, acompanhando a projeção de crescimento das vendas de caminhões e ônibus da marca no país.

Em 2017, como em anos anteriores, o Banco Volvo continuou sendo o principal responsável pelo financiamento aos clientes no Brasil, com uma participação em torno de 45% das vendas do Grupo Volvo nos segmentos de caminhões, ônibus e equipamentos de construção. “Somos uma organização especializada em transportes e, mesmo num cenário econômico adverso, mantivemos e ampliamos a nossa oferta de soluções financeiras para atender as necessidades dos clientes”, afirma Ruy Meirelles, presidente da VFS Brasil.

Além de diversas alternativas de financiamento, com as linhas do Finame e Crédito Direto ao Consumidor (CDC) a VFS oferece ainda o leasing financeiro e o leasing operacional. Disponibiliza também outras soluções financeiras, como planos de consórcio e uma ampla gama de seguros. “Um dos nossos diferenciais é a possibilidade de combinar diferentes soluções num pacote único e competitivo aos clientes, que têm a facilidade de contratar tudo o que precisam num só lugar e com uma empresa que está sempre presente durante todo o ciclo de seus negócios”, destaca.

Para 2018, o Banco Volvo prevê aumentar os volumes financiados, acompanhando o crescimento das vendas projetado pela marca no país, seja ampliando as opções de financiamento já existentes ou desenvolvendo novas alternativas que se adaptem às necessidades dos transportadores. Um bom exemplo é o financiamento sazonal, que permite adequar o fluxo de caixa dos clientes de acordo com a sua sazonalidade, que foi implementado pelo Banco Volvo como uma solução sob medida para alguns segmentos, como o setor agrícola.

A VFS também atingiu um bom resultado na área de consórcio, com a comercialização de R$ 900 milhões em cartas de crédito. O volume de prêmios de seguros foi de R$ 80 milhões. “Foi um ano bastante positivo em todas as áreas de negócios. Nosso compromisso é sempre apoiar o segmento, criando novas alternativas para os clientes e para a rede de concessionárias”, destaca o executivo.

Já no segmento de seguros, o principal foco da VFS foi a renovação das apólices da carteira, que chegou a atingir um patamar de 65%, na média. “As opções de seguros fazem parte da nossa oferta integrada, que combina uma série de soluções Volvo, como os planos de manutenção, o treinamento de motoristas e o Dynafleet, que tem como finalidade reduzir o custo do seguro para os transportadores”, afirma Meirelles.