Segunda-feira, 20 de agosto de 2018 - 11h12
Hidrovias do Brasil registra aumento na receita líquida
Lucro da companhia no segundo trimestre do ano foi de R$ 193 milhões

A Hidrovias do Brasil registrou, no segundo trimestre deste ano de 2018, um crescimento de 47% em sua receita líquida na comparação com o mesmo período do ano passando, alcançado R$ 276,5 milhões e um lucro de R$ 193 milhões. Já o Ebitda cresceu 430% de abril a junho, chegando a R$ 452,7 milhões.

A própria companhia destaca que parte desse aumento se deve ao impacto do recebimento da indenização de R$ 388,2 milhões referentes à rescisão do contrato da Multigrain no Corredor Norte, mas ressalta ainda que, desconsiderando esse efeito extraordinário, mantém sua estratégia de crescimento de volumes, com foco em eficiência e resultados com elevadas margens operacionais.

Sem levar em conta os valores do distrato, o aumento do Ebitda no Corredor Norte no segundo trimestre de 2018 foi relevante em relação ao mesmo período no ano anterior, com R$ 75 milhões, representando uma variação de 45%. O corredor compreende operações nos rios Tapajós e Amazonas com grãos e fertilizantes e nos rios Trombetas e Amazonas com bauxita.

O crescimento da receita se deve à estratégia da Hidrovias do Brasil de manter a maior parte do volume em contratos de longo prazo, que nesse corredor representam mais de 80% do total e apresentam fortes oportunidades de crescimento da demanda, devido à expansão da safra de grãos no país. Além disso, os resultados são complementados por contratos de curto prazo em volume acima do ano anterior.

Já o Corredor Sul, que abrange a Hidrovia Paraná-Paraguai, com a movimentação de minério de ferro, grãos e fertilizantes, e o Rio Uruguai, com celulose, apresentou um crescimento de 3% no Ebitda, com R$ 47,9 milhões de abril a junho deste ano, na comparação com os resultados do segundo trimestre de 2017. Nesse corredor, mais de 90% do volume está sob contratos de longo prazo.

Ainda no segundo trimestre, a Hidrovias do Brasil concluiu o processo de otimização de sua estrutura de capital por meio da emissão de um bond (título de dívida) de US$ 600 milhões nos mercados americano e europeu. Com isso, alterou significativamente o prazo e o custo médio do seu endividamento. A posição de caixa da companhia alcançou, assim, cerca de R$ 1 bilhão.