Sexta-feira, 14 de junho de 2019 - 10h51
Setor de implementos cresce 48% no acumulado até maio
Dados da Anfir apontam que indústrias do setor emplacaram no período 46.668 unidades

A Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) divulga que de janeiro a maio deste ano as indústrias do setor entregaram 46.668 implementos, contra 31.532 produtos no mesmo período de 2019, variação positiva de 48%.

No segmento de pesados foram emplacados 25.597 implementos, crescimento de 63% frente aos 15.690 produtos emplacados no mesmo período de 2018. Já no segmento de carroceria sobre chassis, as vendas ao mercado interno nos cinco primeiros meses de 2019 totalizaram 21.071 unidades, ante 15.842 produtos de janeiro a maio do ano anterior, acréscimo de 33%.

“No processo de recuperação é importante que todos os segmentos reajam de forma a termos o mercado sustentável”, analisa o presidente da Anfir, Norberto Fabris. Ainda de acordo com o executivo, o mercado saudável reage de forma uniforme com os negócios acontecendo em diversos segmentos, provando que a economia está se reagindo como um todo e não somente em alguns setores.

Além de anunciar o desempenho dos cinco primeiros meses, a associação divulga uma análise por produtos. Dos 15 itens do segmento de reboques e semirreboques, por exemplo, os três que apresentam resultado negativo são baú frigorífico, tanque inox e canavieiro. “Os dois primeiros são produtos importantes, mas como seu volume é pequeno no momento eles têm pouca influência no resultado da indústria”, explica Fabris.

Já o terceiro, canavieiro, apresenta recuo nas vendas por causa do momento da colheita do maior estado produtor, São Paulo, que iniciou os trabalhos em abril. “As vendas de produtos desse segmento são feitas antes da safra”, diz.

No setor carroceria sobre chassis dos sete produtos classificados pela Anfir o único a apresentar resultado negativo foi baú lonado, justamente o de menor desempenho de vendas nos primeiros cinco meses do ano. “A diferença de seis produtos é pequena então é como se as vendas tivessem sido iguais”, considera o presidente da entidade.