Segunda-feira, 12 de julho de 2021 - 11h04
Indústrias de implementos rodoviários crescem 56% no primeiro semestre
Números divulgados pela Anfir dão conta que empresas emplacaram de janeiro a junho 76.668 unidades

A Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) divulga que o volume de emplacamentos de implementos rodoviários no primeiro semestre de 2021 foi semelhante ao mesmo período apurado em 2014. Este ano a indústria registrou 76.668 unidades ante 76.947 produtos naquele ano.

O presidente da Anfir, José Carlos Spricigo, explica que o desempenho do setor cada vez mais se aproxima dos anos de melhor performance da história.

No balanço do primeiro semestre de 2021, em comparação com o mesmo período do ano passado, o setor registra 56% de variação positiva. O segmento de reboques semirreboques somou, de janeiro a junho deste ano, 44.879 unidades emplacadas frente 26.723 produtos no mesmo período de 2020, crescimento de 68%.

No segmento de carroceria sobre chassis no primeiro semestre de 2021 foram entregues ao mercado 31.789 produtos, contra 22.414 unidades em igual período do ano passado, aumento de 42%.

Spricigo diz que a curva positiva de desempenho está ligada ao ritmo de recuperação dos negócios. Todos os 21 segmentos de mercado apurados pela Anfir (14 de reboque e semirreboque e sete de carroceria sobre chassis) estão com variação positiva.

“Esse indicador mostra que a recuperação da economia abrange os mais diversos segmentos com destaque para o agronegócio e a construção civil. Estamos realizando e mantendo entregas de implementos rodoviários em todo o País que transportam dois terços do PIB nacional”, aponta o presidente da Anfir.

Para o executivo, o atual ritmo de emplacamentos poderá desaquecer no segundo semestre. Um dos fatores é a pressão dos aumentos aplicados em insumos básicos para a atividade do setor, como o aço que responde por 70% das matérias-primas utilizadas na fabricação dos produtos da indústria de implementos rodoviários.

“Reajustar insumos em pleno momento de recuperação da economia seguramente afetará o nosso desempenho porque não há como repassá-los aos clientes nem absorvê-los internamente”, alerta Spricigo.

Outro aspecto que pode reduzir o ritmo de emplacamentos é o desabastecimento de insumos e componentes. A projeção inicial feita pela Anfir em janeiro era de desempenho positivo entre 8% e 10%. “Por conta desse ambiente ainda não temos como estimar uma nova projeção”, resume o executivo.