Sexta-feira, 5 de janeiro de 2007 - 11h56
Movimentação de veículos bate recorde no Porto do Rio Grande

Importações foram as principais responsáveis pelo bom desempenho em 2006

A movimentação de veículos registrada no Porto do Rio Grande de janeiro a novembro aponta que o ano de 2006 fechará com o maior número de rodantes dos últimos seis anos. Entre importações e exportações, o total movimentado foi de 16.307 veículos, um crescimento de 18,8% em comparação ao mesmo período do ano passado – um volume superior de unidades só foi registrado no final da década de 90, quando a montadora Ford importava veículos pelo Rio Grande do Sul.

Somente a movimentação até novembro é superior à registrada em todo o ano de 2005 (14.642 veículos), 2004 (8.534), 2003 (5.411), 2002 (11.289), 2001 (8.465) e 2000 (8.635). As importações foram responsáveis pelo grande volume de veículos movimentados, registrando o maior crescimento no setor de rodantes. Entre janeiro e novembro, desembarcaram em Rio Grande 10.072 veículos, um aumento de 22,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O bom desempenho das importações deveu-se em grande parte aos desembarques da GM, impulsionados após o anúncio da montadora, em agosto, de que aumentaria suas importações pelo Porto do Rio Grande. Em apenas três meses (setembro, outubro e novembro), o descarregamento de 6.749 modelos Classic e Tracker respondeu por 67% do total de veículos importados nos 11 primeiros meses do ano.

No fechamento dos números de janeiro a novembro, as importações da montadora dos dois veículos responderam por 93,9% do total movimentado nestas operações: enquanto o modelo Classic atingiu o volume de 8.980 veículos desembarcados, a Tracker, que retomou este ano as importações por Rio Grande, registrou o desembarque de 477 unidades.

As exportações cresceram 13,3%, com a movimentação de 6.235 veículos. Neste segmento, o Celta produzido em Gravataí (RS) foi o principal automóvel enviado para o exterior, registrando um volume de 1.590 carros, enquanto que em 2005 não houve registro deste tipo de carga.

Os tratores também obtiveram êxito nas exportações, mesmo com o dólar desfavorável para essa atividade, com um aumento de 7,46%, chegando à marca de 3.901 unidades. Já as colheitadeiras não obtiveram o mesmo êxito, registrando queda de 39,8%, com 499 unidades exportadas.

Para o superintendente do Porto do Rio Grande, Vidal Áureo Mendonça, o aumento nas operações de rodantes é o retorno dos investimentos realizados pelo Porto do Rio Grande na construção de um pátio automotivo, com 100 mil m² e capacidade para 7,5 mil veículos. “Além da infra-estrutura, dispomos de mão-de-obra qualificada com índice zero de avaria no embarque e desembarque de veículos. Por isso, a GM está aumentando suas operações pelo porto rio-grandino”, salienta Mendonça.

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