Segunda-feira, 2 de abril de 2007 - 15h23
Cresce movimentação de contêineres nos portos brasileiros

Incremento na movimentação foi superior ao das cargas gerais

A movimentação de contêineres nos portos e terminais de uso privativo brasileiros subiu 51,8% em 2006, saltando de 41,6 milhões de toneladas em 2005 para 63,2 milhões no ano passado. Foi registrado também um crescimento na movimentação por unidade de contêiner, de 7,6% no período, de 3,5 milhões de unidades para 3,8 milhões. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O maior aumento (47,2%) na movimentação de contêineres por unidade ocorreu no porto de Itaguaí (RJ). Maceió ficou no segundo posto com 34,8% e, na terceira posição, Imbituba (SC), com um crescimento de 24,4% . No porto de Santos (SP), a movimentação por unidades subiu 11,9%.

Em relação à movimentação de contêineres por tonelada, há troca de posições: Imbituba registrou a maior alta, com o crescimento de 51,9%; em segundo lugar ficou Itaguaí, com alta de 45,4%; e em terceiro, o porto de Maceió, com 29,5%.

A maior queda na movimentação de contêineres por unidade ocorreu no porto fluvial de Manaus, com redução de 33,8%. Em seguida, estão os portos de Fortaleza, com - 20,4%, e de Rio Grande (RS), com diminuição de 9,7%. O porto de Manaus repete a primeira posição em relação à maior queda na movimentação de contêineres por tonelada, com redução de 30,9%; em seguida, está o porto de Fortaleza, com - 23,7%, e o porto de São Francisco do Sul (SC), com - 1,1%.

A movimentação total de cargas nos portos e terminais de uso privativo cresceu 6,6% em 2006 na comparação com 2005, saltando de 649,4 milhões para 692,3 milhões de toneladas, segundo as estatísticas de movimentação portuária divulgadas pela agência.

O porto em que a movimentação total mais cresceu no ano passado foi Santarém (PA), com alta de 26,4% em relação a 2005, e em seguida Pirapora (MG), com 23,2%. O pior desempenho foi do porto de Estrela (RS), com queda de 36,6% na movimentação total (os três portos são fluviais). O penúltimo lugar, também com decréscimo expressivo na circulação total de cargas, ficou com o porto de Regência (ES), que registrou uma queda de 28,5%.

www.antaq.gov.br