Segunda-feira, 9 de abril de 2007 - 12h14
Anfavea divulga balanço do primeiro trimestre

Produção e exportação de caminhões cresce nos primeiros meses do ano

A produção brasileira de caminhões montados e CKD (completamente desmontados, da sigla em inglês) foi maior no primeiro trimestre de 2007 em comparação com idêntico período do ano passado, segundo os dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Enquanto em 2006 foram fabricadas 24.149 unidades entre janeiro e março, houve este ano um aumento de 14,7%, sendo produzidos 27.690 caminhões.

Os maiores aumentos na produção neste período foram de caminhões médios (30,4%) e pesados (20,8%), mas houve também incremento na fabricação dos leves e semipesados – a única queda registrada foi no segmento de semileves (–35,9%). Os caminhões pesados continuam na dianteira, tal como no ano passado, quando se menciona o número de unidades produzidas no primeiro trimestre – foram 9.096 veículos montados e 430 CKD.

Este aumento na produção se refletiu no licenciamento de caminhões nacionais novos: de janeiro a março de 2007, foram licenciados 19.183 veículos, e, no primeiro trimestre de 2006, 16.781, um aumento de 14,3% na comparação entre os dois períodos.

Exportações em alta

Com relação às vendas para o exterior, houve um aumento de 9,5% no número de caminhões comercializados (também montados e CKD) na comparação entre os primeiros trimestres de 2007 e 2006: este ano, já foram exportadas 8.073 unidades e, no ano passado, 7.370. O crescimento foi impulsionado pelas vendas de modelos médios (64,1%, com 699 unidades), leves (19,1%, com 1.096 unidades) e, principalmente, pesados, com uma porcentagem de aumento menor, mas uma quantidade maior – 9,3% e 3.886 unidades, respectivamente.

Em relação à exportação total de autoveículos (montados e CKD), os caminhões foram os únicos com índices positivos – tanto os veículos leves (automóveis e comerciais) quanto os ônibus (rodoviários e urbanos) apresentaram queda no número de unidades comercializadas para o exterior, apesar do aumento na produção. “Nosso mercado interno está forte, mas as dificuldades para manter os níveis de exportação mostram a fragilidade de competição no exterior de nossos produtos”, explica Rogelio Golfarb, presidente da Anfavea. “Não culpamos o câmbio: é importante sermos competitivos para absorver flutuações futuras e, portanto, precisamos atacar as nossas ineficiências”.

Embora o mercado de caminhões tenha apresentado bons números, Golfarb afirma que é preciso cautela ao examinar os resultados: “Houve dificuldades para manter a competitividade das exportações de caminhões; apesar dos números positivos, é importante ressaltar que eles não incluem todos os modelos”, afirma ele.

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