Sexta-feira, 3 de agosto de 2007 - 11h59
MRS fecha semestre com lucro

Concessionária ferroviária encerra primeira metade de 2007 com produção, investimento e receita maiores

Os investimentos em ferrovia privada estão crescendo no país. Prova disso é a MRS Logística S/A, uma das principais representantes deste setor, que investiu R$ 283,1 milhões, no primeiro semestre de 2007, ante os R$ 220,5 milhões realizados em igual período de 2006 – um aumento de 28,6%.

Os principais alvos deste investimento foram a duplicação do trecho Barra Mansa (Saudade)/Brisamar (Itaguaí), no Rio de Janeiro; a aquisição de 20 locomotivas GE C38 EMI, 274 vagões GDT e de 17,9 mil dormentes de aço; o desenvolvimento do projeto SIACO (Sistema Integrado de Automação e Controle da Operação); além do início do projeto de implantação do novo sistema informatizado de gerenciamento e controle da MRS e da operação do novo veículo de monitoramento de fraturas em trilhos através de ultra-som.

No período, a concessionária obteve um lucro de R$ 259,9 milhões, receita 22% maior que o mesmo período do ano passado e desempenho operacional 11,4% maior. Já o resultado da receita líquida nos primeiros seis meses do ano foi de pouco mais de R$ 1 milhão, 14,9% a mais que o registrado no mesmo período do ano passado; o acumulado registrou um EBITDA 17,8% superior.

O crescimento do volume transportado passou de 52,9 milhões de toneladas para 59 milhões de toneladas, montante 11,4% maior que o primeiro semestre de 2006. O que impulsionou esse resultado foi o incremento do minério de ferro para exportação, além de produtos agrícolas e bauxita.

Outros fatores também contribuíram para com os excelentes números da MRS. São eles: o transporte de tarugos e de fio máquina destinados ao mercado interno, para a Siderúrgica Barra Mansa; o início dos carregamentos de açúcar em contêineres; e o incremento da parceria com a empresa Acelor Mitall, de Juiz de Fora (MG), para a realização do abastecimento integral de minério de ferro para a usina; além da formalização de um contrato de transporte de produtos siderúrgicos para as usinas de Juiz de Fora, Piracicaba (SP) e João Monlevade (MG); e o início dos transportes de ferro-gusa da Gerdau Araçariguama, Grande São Paulo, e de escória para a indústria cimenteira e cimento ensacado para o Grupo Lafarge.

A normalização do consumo da Usina da CSN, após o acidente do alto forno no ano passado, também foi importante para o crescimento da movimentação de vários produtos, como o carvão e o coque, que sofreram incremento de 70,6%, para o suprimento do mercado externo.

Também aumentaram o transporte o minério de ferro em 36,2% no mercado interno e 7,2% no de exportação; o transporte de ferro-gusa para exportação, em 76%, para o porto do Rio de Janeiro; o complexo de soja (soja e farelo) e milho, em 35%, desde os estados de Goiás e mato grosso, em operação mista entre a hidrovia Tietê-Paraná, a malha da MRS e o Porto de Santos; além de 36,6% no escoamento de fertilizantes.

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