Quinta-feira, 2 de abril de 2015 - 10h22
Emplacamentos de veículos apresentam recuperação em março
Números consolidados do ano, porém, ainda evidenciam a retração do setor

De acordo com dados divulgados ontem, dia 1º de abril, pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o desempenho do setor automotivo brasileiro apresentou recuperação no mês de março de 2015.

Foi observada uma alta de 28,14% nos emplacamentos em relação a fevereiro considerando todo o setor, que inclui automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários, máquinas agrícolas, entre outros. Foram emplacadas 371.860 unidades em março contra 290.199 no mês anterior. Já na comparação entre os meses de março de 2015 e de 2014 a alta é de 1,81%

Considerando o primeiro trimestre, porém, houve queda de 15,04% para todos os setores somados. De janeiro a março deste ano foram emplacadas 1.035.044 unidades, contra 1.218.285 no mesmo período de 2014.

Os emplacamentos de caminhões apresentaram alta de 25,76% na comparação entre março e fevereiro de 2015. Foram licenciadas 6.503 unidades em março, contra 5.171 no mês anterior. Na comparação com o terceiro mês do ano passado, quando foram negociadas 9.234 unidades, o segmento retraiu em 29.58%. No acumulado do ano, houve queda de 36,16% entre o primeiro trimestre de 2015 e o mesmo período de 2014.

Foram vendidos 2.783 implementos rodoviários em março, contra 2.071 em fevereiro. O volume representa aumento de 34,38%. Já em relação a março do ano passado, quando foram emplacadas 4.424 unidades, o segmento retraiu 37,09%. No acumulado do ano até então houve queda de 49,01% na comparação com os três primeiros meses de 2014.

“Estamos vivendo um momento difícil para todos os setores da economia e não é diferente no automotivo. No entanto, é positiva a recuperação obtida em março para todos os segmentos somados, ainda que o mês tenha mais dias úteis que fevereiro”, analisa o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior. A previsão da entidade, no entanto, é de que o acumulado de 2015 apresente queda de 10% em relação ao ano passado. “Vamos acompanhar a evolução da economia e a resposta do mercado para então traçarmos projeções mais assertivas”, completa o executivo.