Terça-feira, 25 de maio de 2021 - 9h00
Localfrio registra crescimento nas unidades do Guarujá e de Suape
Armazenamento de contêineres nos dois terminais alfandegados da empresa cresceu no primeiro trimestre de 2021

A Localfrio encerrou o primeiro trimestre de 2021 com demanda em alta por armazenamento de cargas importadas em seus terminais alfandegados de Guarujá (SP) e Suape (PE).

No litoral paulista, a Localfrio registrou crescimento de 17% no número de contêineres armazenados. O volume passou de 8.129 unidades no primeiro trimestre de 2020 para 9.487 no mesmo período deste ano.

Já na unidade pernambucana, a empresa ampliou sua participação no volume total de contêineres descarregados no porto local, saltando de 2.904 no primeiro trimestre do ano passado para 3.269 nos três primeiros meses de 2021, representando alta de 13%.

De acordo com a própria Localfrio, a maior procura pelo serviço se deve à estratégia de importadores em retardar a nacionalização de cargas para postergar o pagamento de impostos e outras taxas. “Segurar a internalização das mercadorias contribui para ajustar o caixa e reduzir custos tributários neste momento. E isso amplia a procura por terminais retroportuários alfandegados”, explica Piero Grassi Simione, diretor Comercial do operador logístico.

Além da otimização do fluxo de caixa das empresas, outros fatores têm impulsionado a busca por espaço nos terminais retroportuários da Localfrio. Os regimes aduaneiros especiais, como o de entreposto, é um dos diferenciais buscados neste momento. Com ele, os importadores conseguem fazer o desembaraço de suas cargas de forma fracionada, o que permite melhor planejamento do fluxo de internalização das mercadorias de acordo com a demanda. Além disso, o regime especial permite manter as mercadorias por até dois anos armazenadas com total suspensão de tributos, com possibilidade de reexportação para outros países.

Outro ponto que tem estimulado a busca de armazenagem nos terminais é o aumento da incidência de demurrage (taxa cobrada pelos armadores pelo atraso na devolução de contêineres), que pode impactar fortemente nos custos de importação. “O impacto do demurrage varia em função do porte dos clientes, produtos e tipos de contêineres utilizados, podendo variar de US$ 60 a US$ 300 por dia. É mais compensador transferir a carga para um armazém alfandegado e liberar os contêineres o mais rápido possível”, diz Simione.

“Os terminais portuários são pontos de passagem das mercadorias e por isso a estrutura oferecida não atendente às necessidades dos importadores em suas demandas por serviços personalizados e prazos mais longos de armazenagem. Já os terminais retroportuários alfandegados possuem mais infraestrutura para armazenagem e oferecem ainda uma gama de serviços adicionais que os terminais portuários não oferecem”, completa o executivo.