Quinta-feira, 5 de agosto de 2021 - 16h01
Portos secos de fronteiras gerenciados pela Multilog registram alta nos volumes
Aumento no tráfego no primeiro semestre foi impulsionado pelas atividades entre o Brasil e os demais países do Cone Sul

A Multilog fechou o primeiro semestre de 2021 com um saldo positivo no volume de caminhões nos portos secos que administra em Foz do Iguaçu (PR), Jaguarão (RS), Santana do Livramento (RS) e Uruguaiana (RS). O crescimento foi impulsionado pela recuperação das atividades nas fronteiras que ligam o Brasil aos demais países do Cone Sul.

No Porto Seco de Foz do Iguaçu, com o maior fluxo da América Latina, houve um aumento de 41,8% no fluxo de veículos nos primeiros seis meses deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2021, saíram do Porto Seco de Foz do Iguaçu 98.509 veículos, enquanto que no primeiro semestre de 2020, o total foi de 69.452.

“As exportações para o Paraguai estão em alta, em especial cimento para atender a uma série de grandes obras no país. Fertilizantes e maquinário também estão sendo levados para o agronegócio. Com isso, em seguida, esperamos um movimento grande de importação, com o escoamento da produção de grãos do Paraguai com destino ao Brasil”, diz Francisco Augusto Silva Damilano, gerente de Operações das Fronteiras da Multilog.

O Porto Seco de Santana de Livramento registrou um crescimento de 63% no volume de veículos de janeiro a junho de 2021 em relação ao mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre deste ano, 5.759 veículos passaram pela estação aduaneira, enquanto que no mesmo período de 2020, o fluxo foi de 3.530 caminhões. Em Santana do Livramento, o forte tem sido a exportação de peças para uma fábrica de papel que está sendo erguida em território uruguaio.  Na importação, os principais produtos são embalagens, couro, produtos farmacêuticos e trigo.

Em Uruguaiana, no segundo maior porto seco de fronteira da América Latina, houve um crescimento de 37,1% no fluxo de veículos no primeiro semestre de 2021, com 70.013 veículos, enquanto que no primeiro semestre do ano anterior, 51.050 caminhões passaram pela estação aduaneira. O porto seco foi beneficiado pela exportação de carros e produtos como bobinas de aço e vinhos, oriundos do Chile.

Por fim, o Porto Seco de Jaguarão apresentou uma alta de 14,8% no volume de tráfego no primeiro semestre deste ano, com um fluxo de 13.379 veículos. Os seis primeiros meses de 2020 tiveram um fluxo de 11.651 veículos. O crescimento foi influenciado pela produção de arroz do Uruguai, assim como cítricos, soja e carne bovina.  Dentre os produtos levados para o país estão as bananas e um grande fluxo cerâmico, com tijolos.

Para o próximo semestre, a retomada econômica traz uma perspectiva otimista para o transporte rodoviário. “Sabemos que outros fatores podem impactar o tráfego nas fronteiras, como a alta do dólar, mas o segundo semestre tradicionalmente também é melhor que o primeiro. O que vemos agora, a rigor, não é crescimento ainda, mas uma retomada bastante importante, e ela se dá em todas as fronteiras que operamos”, comenta Damilano. Além disso, a falta de chuvas também deve beneficiar os portos secos nos próximos meses. Com os rios em níveis baixos e sem perspectiva de chuvas, as barcaças não podem navegar e a produção precisa ser escoada por terra.